Forgotten Painting
It’s time I step aside, And lose my best friend. Weakness is something I can’t abide Especially if it comes from my end. I don’t really believe in influence. But the truth is, I can see too much of my steps While you go with your dance. If you feel like going round in circles, I won’t count your laps. I don’t really believe in an everlasting lover. Is it that we don’t see eye to eye, Or am I just having a hard time to say good bye? I tell myself I just don’t want your freedom to be over. Is it your will to withdraw that makes me think you coward? Is it because we can’t be friends while you love her so much? Maybe it’s just an instinct to ward; Maybe I’m jealous I didn’t make the same choice and ended up becoming cynical and such. Perhaps it’s solely egotism I don’t want to part with my only friend in a long while Who will help me mend my pieces after my self-criticism? I owe you too much for helping me get out of denial. I want to stand by you like I should But I keep telling myself there’s nothing that do I could. Deep down I know I would, if only I trusted you, kept it cool;
And believed you might turn out to be happy and I, just a fool.
Escrito por Bubu às 21h14
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Dia frio listrado Cheiro de argila, música mais bonita. Meu braço molhado.
Escrito por Bubu às 09h44
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Unreal Conditional
Acho que eu nunca vou deixar de sentir sua falta. Jamais vou deixar de quase desejar ser diferente pra poder querer estar ao seu lado de novo. Certamente nunca vou me perdoar por todas as dores que te causei, por toda a paciência que me faltou. Só eu sei de tudo o que eu sinto por você. Só eu sei o quanto eu ainda lembro de você. O quanto eu ainda amo você... E por quê? Porque eu não posso me queixar. Não posso ser hoje a vítima dos meus erros, já que fui a vilã da nossa história com final infeliz. Ninguém sabe o quanto eu desejo a sua felicidade. E que ela seja longe de mim, já que eu só posso te trazer o oposto dela. E vice e versa. Mesmo que saber e admitir isso me traga um melancólico sentimento de conformismo inconformado. Ninguém sabe, porque quem acreditaria? Seria possível que alguém que te causou tanto mal te quisesse tão bem? É possível. É a mais pura verdade. O mais engraçado é gostar assim de você. Não temos nada em comum. Talvez essa seja a grande razão. Você tem de bom tudo o que eu tenho de ruim. E talvez um pouco de ruim do que eu tenho de bom. Bom e ruim é relativo. Se no mundo há alguma remisssão, eu estou perdoada. O que de qualquer forma, não muda nada. Sua falta não dói, mas envelhece. Incomoda. Queria poder estar por perto. Queria coisas injustas de você, como que você fosse meu amigo, como que você me perdoasse. Queria poder te contar tudo isso, e que você me acreditasse. Queria poder te abraçar. Queria te contar da minha vida, e queria que você me contasse da sua. Queria poder te apoiar e te encorajar a perseguir seus sonhos, como nunca fiz. Eu desconfio que tenha matado boa parte deles. Queria não ter te feito mais mal do que bem. Lembrar de você pesa; curva meus ombros. Eu estou me queixando da dor que me causa ter te afastado. Quão egoísta eu posso ser? Eu sei que é assim que tinha que acontecer. Causa e ação. Somos um conjunto de decisões constantes que tomamos, tomaremos e que foram tomadas por pessoas que nos rodeiam. Essas decisões vão formando nosso caráter. Nosso caráter, o meio, e outros fatores vão nos levando tomar mais decisões. Vamos moldando nosso mundo e nosso mundo vai nos moldando. Podemos escolher de acordo com o que já escolhemos. Não podemos continuar uma jornada saindo de uma estrada na qual não estamos. Temos livre arbítrio pra escolher dentre um determinado número de estradas. E ir traçando outros futuros caminhos. Destino e liberdade caminham juntos. O que eu acredito, é que tudo acontece do jeito que tinha que acontecer, porque o que já aconteceu é o melhor; já que não pode ser mudado. Queria que esse texto fosse mais bonito. Queria que meu coração fosse mais bonito. Tristeza não rima. Melancolia só chora.
Escrito por Bubu às 22h04
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Memórias Póstumas em Brás Cubas
Pra quem não sabe, Brás Cubas é o povoado mais próximo de Mogi, um vilarejo tacanho de tão pequeno; e onde a malfadada historieta que narrarei ocorreu. E digo malfadada, porque já é bem sabido que nada de póstumo é muito bom. Vamos então, até a tão (pouco) afamada Mogi de algum tempo perdido no passado ou no futuro, não sei precisar; já que a fantasia com tom de veracidade é um luxo dispendioso de quem tem muita criatividade. Nasce uma menina meio vermelhinha, tímida e introvertida; bobinha a coitada (Sim, essa sou eu), filha de uma virtuosa e recatada harpista mogiana (Sim, essa é mamãe) e de um pai violento e omisso que se auto-omitiu-se a si próprio depois de ter dado os primeiros acordes na harpa de mamãe. O tempo passou e eu, essa menina bobinha, cresci e virei uma moça bonita; ainda bobinha, mas bonita. Sentia uma grandiosa admiração e amor por minha venerável e talentosa mãe; sempre entre dois adjetivos, coisa chique. Certo dia, minha venerável e talentosa mamãe cansou-se de tocar sua harpa sozinha, e juntou sua solidão com a de um jovem escultor chamado Fauno. Fauno enlouquecia as donzelas com sua aparente indiferença, sempre ostentando uma boina surrada, que dizia ele, era seu charme de artista. O escultor era todo metido a ares europeus, apesar de brasileiro. Era bonito, mas frio, parecia feito de pedra. Ou seria impressão? Certamente previsível, mas de forma incomum, (?) eu, à flor de minha mocidade, sem muitas delongas; cai de amores pelo companheiro de mamãe. O Fauno, desalmado e cafajeste, nem pestanejou, trocando a harpa de mamãe por meu ingênuo tamborim. Passamos longos meses nos amando cheios de culpa, não com tanta, porque sobrava espaço pra muito deleite. Mas o segredo não poderia continuar segredo por muito tempo. Tudo o que é bom (e imoral, diga-se de passagem) dura pouco. E foi o que aconteceu. Em uma tarde nublada (Gosto de tempo nublado, ensolarada é muito clichê, e chuvosa muito dramática), estávamos eu e Fauno à beira de um riacho, onde nos encontrávamos amiúde para perpetrar nosso quase incestuoso romance. Estava o Fauno a ler-me um conto, e eu inclinei-me para um beijo, quando mamãe, estupefata, me freou a ação com um “Oh!”. Grande foi minha surpresa ao vê-la; e tentar explicar, ainda mais sendo boba como eu era, seria inútil. Mamãe retirou-se com dignidade, como se tivesse encerrado uma apresentação. O Fauno deu de ombros. Eu fiquei sem fala. Ouviu-se uma vaca mugindo ao longe. Um sapo coaxou. Dias depois, fui à procura de mamãe, que estava desaparecida desde então. Todo o povoado ficou combalido. Olhavam-me com desprezo. Já não podia suportar tal peso, acrescido pelo fato de que a essa altura, o Fauno foi-se embora do vilarejo. Uns dizem que hoje, o escultor não passa de um pobre coitado que passa seus dias sentado em um parque, de nome Trianon, vendo casais sentados nos bancos e observando lunáticos que acariciam esculturas. Estranho. Terminei minha longa e quase infindável busca - que só não foi infindável salvo pelo fato de ela ter se findado quando a encontrei - quando a vi sentada de costas, à sombra de uma àrvore e às margens de um riacho (outro!) rosto abatido (como sei do rosto se ela estava de costas? Poxa, eu conheço mamãe!), tocando sua harpa de modo melancólico e belo como sempre. Fiquei observando-a, e só o que pude sentir foi dor e culpa, por um momento interminável. Sua harpa emitia arpejos de tamanha harmonia, de modo que os acordes tão afinados e dolorosamente constantes ecoaram em minha mente, me fazendo pensar em como havia sido vil e cruel. Como que hipnotizada, só pude pensar em vingança. Me vingar de mim mesma pra mamãe. Como é duro ser bobinha. É claro que na verdade, esse momento também terminou, e terminou quando os arpejos de mamãe me levaram ao suicídio. Dei cabo de minha pérfida e caluniosa existência me enforcando com uma corda de harpa. O dono do comércio próximo teve maior prazer em me ceder uma corda de harpa depois que lhe contei a finalidade. O bom samaritano até ajeitou a corda pra que eu me enforcasse, na árvore em cuja sombra minha mãe arpejava minutos antes. Fui sepultada no Vilarejo vizinho de Mogi, Brás Cubas, onde a encontrei. Mamãe, que já ia meio insana, nem ficou sabendo da minha morte. E se soubesse, creio que iria ao enterro pra aproveitar a corda da harpa, que eu fiz questão com o bondoso comerciante de que fosse sepultada comigo. Justo. Não houve honras, nem nenhuma cerimônia. Depois que ficou sabendo de minha história, nem o coveiro se deu muito trabalho, jogou umas sete pás de terra em cima do meu caixote e foi-se embora me caluniando. Tudo bem, sendo verdade o que ele dizia, nem era mesmo uma calúnia. E se essa historia tem registro - dito-a aqui do além ou de onde quer que seja o lugar de onde falo, saiba apenas que são póstumas as palavras - é pra que se tome nota da lição contida em minha tão desditosa história: Roubar namorado de mãe é coisa muito feia. Fim.
Escrito por Bubu às 10h40
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O
Começou minha vida, quando inspirei o primeiro hausto de ar - Quando começam as fases: da lua, do crescimento, da vida - É possível determinar o começo de um término - Quando uma mudança começa a operar -
se quando eu nasci, muitos cogitam que eu já existia antes disso? se toda fase é parte de um processo, e todo processo é contínuo? se todo término é premissa necessária de um começo? se toda mudança é uma resposta a vários fatores de impulsão?
Se o começo e o fim São partes do todo Começo a pensar que o todo não tem fim, E que o mundo gira desde que saiu do lodo Num ciclo eterno. E que céu e inferno Foi de manter a ordem um modo, Criado por quem, apesar do que foi escrito, tenta se assemelhar A alguém cuja existência dificilmente se pode duvidar. Ainda que essa certeza talvez não passe de um engodo.
Escrito por Bubu às 01h32
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A Week
My heart still aches over you Not every second, not every day It aches at the pace of dead leaves Falling from a tree on an autumn day. The butterflies in my stomach Are steadily reviving Every time you are kind to me As an answer to my attempts to be closer day-by-day There’s a lump in my throat Always I try to mention “we” as “us”. All the times I remember things I want to forget But only the day I’m done paying for them. Perhaps someday forgiveness will come for us both. Maybe there will come a time when equity Will be a daily and blissful routine. There might come a day when we won’t need all the things we miss. There’s an unquestionable doubt Whether such a day will come Or even whether I want it to come. Will it take much more time than I think I can bear?
Escrito por Bubu às 15h25
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Shall I compare you to a summer’s day? You are certainly and by far worse And I do hate summer above all things in heaven and earth than is dreamt in you philosophy. I’d rather be an untamed shrew than to be your Juliet. But let’s not make much Ado about nothing It was but a Midsummer’s night dream And All’s well that ends well. We are apart now, be As you like it That’s the way it was supposed to be. I wouldn’t want to turn our romance into a Comedy of errors.
Escrito por Bubu às 22h04
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Brinde solitário
lágrima entre àgua quente falta sorriso sobra sono sobra dor falta você Não. Sobra gente Falta Eu Minha única companhia permanente.
Escrito por Bubu às 23h50
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Deus para mim não é gente.
Pensei em falar sobre os filmes que eu assisti esse final de semana. Pensei em falar sobre amor, sobre maternidade e educação, sobre Deus, sobre dor, sobre melancolia, sobre a vida. Quando falamos o que estamos pensando e sentindo, quando transformamos nossas idéias em palavras elas certamente se tornam mais compreensíveis. Eu pensei sobre tudo isso hoje, chorei por tudo isso hoje, como faço sempre. Mas agora eu estou escutando músicas que falam com o meu coração. Eu estou escrevendo. E não apaguei nada do que eu escrevi antes. Eu estou sentindo esse momento como senti outros que me lembro bem. Acontece uma coisa mais ou menos assim: meus sentidos se apuram, meu coração começa a palpitar rápido e forte. Eu lembro de momentos que foram assim. Foram momentos em que eu olhei para tudo isso que eu penso e sinto. Me senti viva e satisfeita. Satisfeita com a minha ignorância, que me deixa a benção de aprender mais a cada dia. Satisfeita com tudo o que eu sou e que vivo. Esse momento de que estou falando é um momento em que eu olho pro meu coração e vejo dor, dor da vida e do aprendizado. Eu vejo Deus, porque ele me deixa sentir dor para aprender. Vejo Deus porque sinto que o imperfeito é perfeito. Exatamente como tem que ser. E dizem que quem procura Deus o acha, porque procurar Deus é aceitar o que as leis maravilhosas dele maquinaram para o nosso caminho. É olhar pro coração e encarar a dor de frente, com coragem. E aí então Deus nos consola nos mostrando a verdade da vida. Quando temos coragem é possível entrevermos a perfeição de tudo; é possível entrever Deus. A verdade da vida é a vida. Cada vida é uma verdade, perfeita em suas imperfeições.
Escrito por Bubu às 00h39
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Devo me lembrar de ser tolerante, paciente e compreensiva. Tudo tem um propósito. Complexo demais pra ser entendido. Ninguém é culpado de nada, somos todos vítimas de nossa própria ignorância moral. ...Ou não?
Escrito por Bubu às 14h44
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Prazer x Dor
I feel I have an addiction to happiness, even though I'm not sure whether I've ever tasted it. It worries me that I'll leave prince charming if he gets too boring without a second thought and stop talking to wicked stepmother forever if she ever tries to control me. I'm a damsel in distress with my own sword. I can fight dragons and run away from those who try to harm me. I'll try and gallop my horse to happier places . But I don't know if I'll be able to escape Or if I'll have to remain belonging to the same history forever.
Escrito por Bubu às 14h42
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Jane Doe has just taken a shower. She sits in her bed for a while then lies down with her head resting on her arms. She’s staring at the ceiling. She’s staring at the lamp actually. Except that it dazzles her sometimes so she has to look back at the ceiling. You can see her armpit’s hair. She hasn’t waxed in a while because she has no money. She could get some if she asked someone. But she wants to earn soft armpits and legs and groin. She could shave it, but her armpit’s hair would grow thicker next time. At the shower she was thinking about the inevitability of pain, about the meaning of life and about conformity. She got to some conclusions, that she had already got to hundreds of times before and discredited them. Not entirely, because she always got back to the same point and far from it again. The point is her conclusions never concluded these thoughts completely. She’s feeling trapped in her destiny. She longed to be trapped in destiny as a child because she thought it was beautiful and poetic, Disney-like. As a teenager, she believed she could determine her destiny because it was mutable. As an adult she wasn’t so sure of that and thought she could at least change her destiny. She doesn’t know if she was ever right or if she’ll ever be. Or even if she’ll ever find out what right is.
Escrito por Bubu às 14h21
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Not a friend, not my love, not a foe
I don’t really care anymore. It doesn’t hurt anymore. I just try to figure out, when I think about it hard enough to remember Or when there is a mention of you all of a sudden What I am supposed to feel now
Escrito por Bubu às 12h59
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Eu não consigo ter a leveza de muitos amantes, O amor não é leve, consome. E mesmo quando a fogo brando, Depois de cada fim deixa o coração um pouco mais duro que antes. Amor é divino, coisa que nós não somos. E na imperfeição de nossas incertezas Tal amor divino vai se escondendo E só com o que fica é que sofremos e nos alegramos. O amor é lindo, e quando eu amo Meu maior desejo é fazer da vida Só beleza e bondade. Mas o sonho vai se acabando À medida que eu erro na medida Do amor que eu te dou E do amor com que eu te amo.
Escrito por Bubu às 10h01
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O que na minha personalidade me faz variar em questão de semanas de rock-solid faith to utter disbelief? Porque falta de fé me deixa a ponto de enlouquecer?
Só fé nos faz acreditar que temos alguma resposta, que sabemos alguma coisa. Não é possível não acreditar em nada, porque isso equivale a não saber nada. Nenhum saber é independente da fé, porque nada é concreto o suficiente. Tudo é teoria, ponto de vista.
Sentir que eu não detenho comigo nenhuma verdade me deixa suspensa, detached from everything. Sem uma base de verdade, um ponto de referência, o mundo não existe pra mim; nada é real, porque eu não tenho sequer um conceito de realidade.
Escrito por Bubu às 17h19
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BRASIL, Sudeste, MOGI DAS CRUZES, PARQUE SANTANA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Livros MSN -
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